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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Os "reverb" da nova geração

Os pedais de reverb sempre foram alvo de fortes críticas durante anos a fio. Isto durou por tanto tempo que formou uma "opinião coletiva" a respeito dos reverbs antigos analógicos serem melhores do que os digitais.
Bem, na verdade, eram de fato, e foi assim por bastante tempo. Só que, na entrada deste novo século, novíssimos avanços tecnológicos providenciaram uma forte guinada no que diz respeito exatamente a qualidade sonora dos novos reverb digitais.

Estes novos recursos de reverb externos ao amplificador começaram a surgir lá por volta de 2005. A tecnologia empregada é tamanha que, em determinados modelos, foge ao ouvido humano a capacidade de determinar se o recurso é um analógico ou não. E foi justamente esta a intenção de seus criadores.

E não para por aí, digo, não é apenas na qualidade sonora que estes novos pedais são excelentes, mas também na versatilidade e controlabilidade dos efeitos desejados. O guitarrista obtém desde uma simples e pequena ambiência até os mais fortes sonoridades que eram atingidas antes somente pelas unidades externas de reverb valvuladas.

Alguns exemplos destes pedais:
Holy Grail



Boss FRV-1



Boss FDR-1
http://youtu.be/9s1KKXT5SYA
um outro excelente recurso é o pedal RE20 que simula a space echo RE201:
http://youtu.be/ojOG5lQAUwo
Para os mais puristas (ou céticos) do som analógico, nem tudo está perdido, pois já existe até pedal de reverb de mola analógico também, como por exemplo, o Solemate:





Uso atualmente dois pedais de reverb.
Um deles é o Behrnger Reverb Machine RV-600, e acreditem, é um dos mais baratos do mercado, e enfrenta a concorrência com todos os demais em pé de igualdade.
veja na página do fabricante:
http://www.behringer.com/EN/Products/RV600.aspx




O outro pedal que uso é um "ShimVerb"
É excelente, mas ao estilo "plug n'play" para aqueles que se preocupam menos com a versatilidade de "settings" que um pedal possa ter, mas para quem gosta de girar UM botão para ter um reverb de qualidade com resposta clássica e imediata.
Possui dois controles com knobs estilo trimpot que dão a versatilidade do reverb escolhido.
Estes controles até podem mesmo ser pequenos pois são pouco alterados uma vez que o guitarrista escolhe o seu padrão de reverb.
Interessante, também, é que este pedal é da nova tendência de "mini-pedais" que há no mercado, já que 99% dos guitarristas usam fonte de alimentação para vários pedais, não havia necessidade de se fazer o pedal com tamanho suficiente para portar uma bateria de 9v...   até porque os pedais de reverb costumam gastar mais bateria do que a grande maioria dos outros pedais.



Cada vez mais os profissionais entendem que seus recursos de reverberação de sinal devem ser incorporados ao preset que carregam consigo.
Trata-se de dar identidade, portabilidade e conectividade ao seu som. Carregue consigo o seu reverb também; você tem agora como escolher o seu.
Vale lembrar que em caso de viagem, o músico pode carregar seus efeitos consigo para usar em qualquer amplificador.




segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Estágio de Potência


A essência do timbre e atitude de um amplificador!

O estágio de potência é o mais determinante na atitude e timbre do amplificador. É nos timbres gerados por este estágio que se encontra a verdadeira diferenciação entre os amplificadores. A atitude do amplificador (dinâmica ou compressão) é também fator resultante do tipo de circuito presente no estágio de potência.

Características que colaboram para a diferenciação nos estágios de potência:

- tipo de válvula utilizada

Cada modelo de válvula possui característica singular quanto aos harmônicos gerados. O diferente resultado em harmônicos é o que os usuários percebem como “timbre” diferente. Algumas palavras foram inclusive adotadas do vocabulário norte-americano para definição de algumas carcaterísticas inerentes a algumas delas, tais como “warm”, “harsh”, “velvet”, “glassy” independentemente de suas traduções literais, mas inerentes a analogia que os termos se propõem (acredite ou não).

Alguns exemplos de conhecidas válvulas de potência seriam: 6L6, EL34, EL84, 6V6, KT88, 6550, 5881, KT66

Algumas válvulas de potência menos conhecidas mas também utilizadas em amplificadores de guitarra: KT77, 7591, KT90, 6BM8

Algumas válvulas possíveis de serem utilizadas em amplificadores de guitarra, embora quase que exclusivamente em projetos extremamente customizados ou experimentais: 807, 6AQ5, 6146, 6973, 7868

- tipo de arquitetura, Push-Pull ou Single-Ended

Explicar de forma não técnica e em poucas palavras a diferença entre estágio de potência push-pull e single-ended é uma tarefa quase impossível.

Para esta tarefa, uma postagem específica estará em breve aqui no blog.

Por enquanto vamos nos concentrar apenas em suas características e resultados.

Os estágios de potência em Push-pull são melhores na relação potência/custo. Necessitam menores transformadores e menor filtragem na fonte de alimentação. Geralmente usam de maiores tensões nas válvulas de potência, o que também gera diferenciação no resultado de harmônicos produzidos.

Os estágios de potência em single-ended possuem baixa eficiência em potência e necessitam de maiores transformadores, e elevada filtragem na fonte de alimentação, o que eleva o custo destes amplificadores; contudo, os amplificadores single-ended são mais ricos em harmônicos.

Neste ponto, portanto, não se pode afirmar que algum dos circuitos seja de melhor apreço/sucesso entre os usuários, mas sim, que oferecem diferentes formas de obtenção de timbres.

Uma das grandes vantagens dos single-ended é a de fazer amplificadores de menor potência utilizando válvulas maiores, possibilitando assim a obtenção dos timbres desejados de uma determinada grande válvula em volumes menores (mais adequado a determinadas aplicações).


- presença de circuito de “loop de negativação”

O loop de negativação (NFB) é um circuito que pode ou não existir no estágio de potência do amplificador. A função deste circuito é a de causar uma compressão ao sinal de áudio com vistas a minimizar as distorções do estágio.

Quando o sinal, contudo, é de tal maneira elevado a ponto do estágio distorcer, então a compressão do sinal será causa de diferentes resultados harmônicos.
Em amplificadores que não possuem o NFB esta compressão não acontece, o que fornece ao estágio de potência um sinal sem a compressão; consequentemente, diferentes harmônicos resultantes se comparados com o amplificador que possui o NFB..

A “atitude” do amplificador muda também com a presença ou não do NFB. Os amplificadores que possuem o NFB possuem uma passagem de “clean” para a distorção de maneira mais repentina e constante após a distorção.
Os amplificadores que não possuem NFB obtém uma característica muito forte de “dinâmica” do estágio, com diferenciados níveis de distorção à medida que que o usuário toca mais forte as cordas da guitarra (aumento do sinal de entrada).

A presença ou não do NFB é extremamente diferenciadora do timbre, tanto quanto a própria arquitetura do estágio de potência, dado a enorme influência que exerce na diferenciação do resultado de harmônicos produzidos

Uma completa explicação sobre o “loop de negativação” está neste link, neste mesmo blog:
http://serranoamps.blogspot.com/2010/09/loop-de-negativacao-do-estagio-de.html

Resumo:

Diferentes características colaboram para os diferentes resultados tonais dos estágios de potência.
As características mais importantes são:
- tipo de válvula utilizada

- tipo de arquitetura utilizada
- presença do loop de negativação

O mais importante a saber:
É o estágio de potência que dará então a característica e atitude mais marcante do amplificador.
É ele que determina o estilo de amplificador, sua atitude e característica tonal.

É o resultado da combinação de válvulas, arquitetura e compressão que determinarão a identidade do amplificador.
Vale lembrar que os pré-amplificadores são também responsáveis por timbres, contudo, longe da influência do estágio de potência que é sem dúvida a parte que determina, como disse, a identidade do amplificador.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Jakivelô

Cinturões de harmônica e capas para microfones estilo bullet.

Os Jakivelô são os mais tradicionais sendo os primeiros a produzirem este tipo de acessório que fazia muita falta no mercado.

As capinhas dos meus mics são Jaquivelô e perdi a conta de quantos anos elas já tem. Continuam com a mesma aparência de novas.



quarta-feira, 14 de outubro de 2009

EL84, ECC83/12AX7, ECC81/12AT7, novas válvulas J.J.Tesla em estoque!!

Recém chegadas dos EUA, novas na caixa e testadas!!!

As EL84 (também denominadas 6BQ5) são válvulas de potência que servem a inúmeros circuitos famosos de baixa e média potência. Você encontra esta válvula nos estágios de potência dos amplificadores "Serrano 18" e "Serrano 36".




Para adquirir estas válvulas, entre em contato

ECC83 (também denomidada por 12AX7) é a mais utilizada válvula de pré-amplificação nos dias de hoje. Possui altíssimo ganho e as placas curtas servem melhor em circuitos de alto ganho produzindo grande quantidade de harmônicos em circuitos de estágios em cascata com mínimo ruído possível.

Para adquirir estas válvulas, entre em contato

ECC81 (também denominada 12AT7) é uma válvula de pré comumente encontrada como drive de reverber ou de válvulas 6L6 em amplificadorers de proposta de sonoridade limpíssima.



Para adquirir estas válvulas, entre em contato

domingo, 6 de setembro de 2009

Válvulas de alta qualidade!!

Aos amigos que sempre me procuraram para saber onde conseguir válvulas de qualidade... agora temos boa notícia!! A Serrano Amps foi recentemente cadastrada como "Dealer" do mais importante distribuidor de válvulas nos Estados Unidos. Isto significa que a Serrano Amps estará apta a colocar no mercado algumas válvulas de primeira linha sem precedentes no mercado nacional.

OS INTERESSADOS DEVEM UTILIZAR O LINK DE CONTATOS DO WEBSITE:
http://serranoamps.blogspot.com/2007/09/contatos.html

As primeiras válvulas que chegaram foram as de pré-amplificação da JJTesla modelos ECC803 e ECC802 (versões upgrade de placa longa para as 12AX7 e 12AU7)

As válvulas de pré-amplificacão ECC803 e ECC802 da JJTesla são as versões "upgrade" das 12AX7 e 12AU7 respectivamente. Possuem placa longa com eficiência máxima, filamento em espiral para característica "low noise" e "low hum".



A ECC803 é a melhor válvula para primeiro estágio de ganho em qq circuito de amplificador, e também excelente em qualquer posição para circuitos estilo vintage anos 50 ou 60.




A ECC802 é uma reposição direta para a 12AU7, com idênticas características de construção das ECC803. Fantástica válvula em aplicações para áudio (tanto em amplificadores para guitarra como para amplificadores hi-fi).

OS INTERESSADOS DEVEM UTILIZAR O LINK DE CONTATOS DO WEBSITE:
http://serranoamps.blogspot.com/2007/09/contatos.html

terça-feira, 17 de março de 2009

A “chave ground”

(as nomenclaturas a seguir foram adaptadas para melhor compreensão dos músicos sem atentar contra as definições técnicas e teóricas sobre o assunto)

Na distribuição da rede elétrica que atende nossas casas e palcos de shows nós encontramos uma rede de dois polos (terminais) onde um deles é o "neutro" (com potencial de zero volts) e o outro com o terminal "fase" que é o que carrega o potêncial elétrico (tensão elétrica) que irá alimentar o aparelho. A chave ground possui um capacitor que pode ser escolhido pela chave a ser ligado em um dos terminais da tomada. A posição correta da chave ground, contudo, será a que colocar o capacitor ligado ao neutro fornecido pela rede.
Tal ligação provocará uma ligação de alta impedância através do capacitor que por sua vez colocará o chassis do amplificador referenciado ao lado neutro da rede elétrica.

O capacitor é realmente necessário; sem ele, um potencial voltaico alternado aparecerá no chassis do amplificador. E de fato aparece, caso o chassis esteja referenciado com a chave ground não no “neutro” da rede mas no “fase” da mesma.
Como se percebe isso??
Muitos músicos percebem isto de da pior maneira: quando estão empunhando suas guitarras e vão cantar ao microfone... ao encostar os lábios no microfone recebem um choque elétrico resultante da diferença de potencial entre seu amplificador e o sistema de voz.
A mesma coisa ocorre caso o amplificador esteja referenciado no fase e o músico toca em suas chaves do painel estando com os pés descalços. O diferencial neste caso se dá através da tensão do amplificador encontrando um aterramento através da pessoa.

Como fazer então pra achar a posição correta da chave ground?
Os choques provocados pela tensão não são tão fortes na mão, mas bastante incomodos. Os choques ocorridos através dos lábios (nos microfones de voz) são piores visto a pouquíssima resistência que os lábios oferecem (em comparação com as mãos). Bastante comum se verificar músicos jogando a cabeça pra traz numa reação instintivamente abrupta ao levar um destes choques.
Seria correto utilizar uma “chave teste”:
http://images.google.com.br/images?source=ig&hl=pt-BR&rlz=&q=chave%20teste&lr=&um=1&ie=UTF-8&sa=N&tab=wi
Esta pequena chave teste acusa os potenciais elétricos sem provocar choques no usuário. Amplamente utilizada por todos que lidam com instalações elétricas, facilmente encontradas no comércio de material elétrico.

Como se utiliza a chave-teste?
A chave teste possui uma pequena lâmpada neon que acende quando a chave entra em contato com uma superfície de potecial elétrico (o metal na parte de trás da chave deve estar em contato com a mão para o correto funcionamento da chave). Instaladores a utilizam justamente para identificar qual fio da rede é o fase.
Pois bem, quando a lampada neon acende, então é indicativo de presença de potencial (tensão), que é o que não desejamos no chassis do amplificador... é então neste momento que utilizamos a chave ground, virando a alavanca da chave para a outra posição e conferindo novamente o chassis com a chave teste. A lampada da chave teste então deverá ter apagado indicando nenhuma presença de potencial (situação segura e desejável).
Para os equipamentos que estão com potencial mas nao possuem chave ground, vc deverá inverter a posição da tomada à rede elétrica (inverter a tomada elétrica).

Ainda assim vc poderá tomar um choque no microfone...
Ora bolas!!! Mas como??!!
Simples... da mesma maneira que a presença de potencial pode acontecer num chassis do seu amplificador pode então ocorrer no chassis do sistema de voz, o que utilizará o amplificador como aterramento fechando também o circuito e dando-lhe um choque.
A mesma situação pode ocorrer entre diferentes aparelhos no palco, por exemplo, o guitarrrista lá pelas tantas pode levar um choque ao encostar-se por acidente no baixo-elétrico ou mesmo no próprio baixista (e neste último caso ambos levarão a descarga) caso os amplificadores de ambos estejam em referencias divergentes (um aparelho ao neutro e o outro ao fase).
A verdade é que todos equipamentos do palco devem ser testados e colocados referenciados ao neutro da rede, para evitar choques com o chão e com os aparelhos entre si.

Vale lembrar que geralmente os valvulados apresentam um leve ruído de “hum” quando seu chassis não está corretamente referenciado ao neutro da rede. Se ao virar a chave na direção oposta e o ruído sumir por completo, então vc saberá que a posição silenciosa é indicativa da posição correta.

Ainda assim, vc pode estar em diferentes pisos onde vc poderá conduzir (ou não) para o chão através dos pés. Um aparelho com potencial no chassis poderá não lhe causar choque no carpete do seu quarto ou no tapete da sua sala... mas poderá causar se levado até o chão de cerâmica da sua varanda, sacada, cozinha, banheiro, etc. Neste caso a condutibilidade do piso é que colabora ou não para a sensibilidade do choque.

É então recomendável que neste tipo de caso os usuários de nunca se proponham a ligar seus aparelhos de pés descalsos

Nos Estados Unidos existiu a obrigatoriedade das redes serem identificadas com o pino fase mais largo que o pino neutro. E somente mais tarde a obrigatoriedade de que todas redes de fornecimento de energia elétrica sirvam a tensão com fase, neutro e mais o “terra” (terceiro pino da tomada que serve de aterramento para o chassis) evitando qualquer situação possível de potencial elétrico nos aparelhos.
Em vários outros países não acontece ainda nem a fase da “obrigatoriedade de identificação de fase”, o que dirá a da obrigatoriedade do aterramento verdadeiro.

Os amplificadores Serrano Amps possuem a chave ground com as duas posições extremas para referenciar o chassis para o neutro ou fazendo a inversão sempre que necessário, mas também possuem uma posição central (que simplismente desconecta o capacitor que referencia o chassis) para o caso de presença de aterramento verdadeiro no sistema de rede fornecido pelo estabelecimento. Neste caso o terceiro pino da tomada tem então sua correta utilização ligando o chassis do aparelho direto à terra. Tenho encontrado estes sistemas em grandes casas e teatros devido às exigêntes especificações dos aparelhos comumente utilizados nestas casas.

Alguns acham erroneamente que a chave ground deveria ser retirada do amplificador. Isso é decorrência de leitura de sites americanos que assim aconselham porque eles possuem (obrigatoriamente) aterramento verdadeiro com terceiro pino na tomada, o que torna a chave ground desnecessária pra eles (e somente para o caso deles). Mas não era assim antes da década de 70 e certamente não é assim até hoje em nosso país e em muitos outros. Não adote conselhos que são baseados em condições diferentes ao nosso país, ok?!

Alguns outros dizem que o amplificador "fica sem ruído em uma das posições da tomada e por isso não seria necessário a chave ground". Na verdade o que ocorre é que estes amplificadores não possuem a chave, mas possuem também o mesmo capacitor de referenciamento na entrada AC do amp, e o fato de virar a tomada é exatamente a mesma tarefa que executa a chave ground, só que de maneira menos prática.


Referências:
David Lamkins “Ground switches and ‘death caps’” October 19 2005


Ps: Em caso de rara ocorrência de redes bifásicas com potencial em ambos terminais, resta ao usuário usar solados de borracha e espuma nos microfones. Geralmente encontradas em instalações clandestinas de 220v aproveitando redes de máquina de lavar, microondas, etc

quinta-feira, 5 de março de 2009

A válvula retificadora

Muito se fala sobre a válvula retificadora e seus efeitos num circuito de um amplificador valvulado de guitarra ou harmônica. Contudo, muitos músicos e "entendidos" generalizam para todos amps os efeitos que em verdade acontecem apenas em alguns determinados circuitos. É necessário, portanto, saber o que faz a retificadora e em que tipo de circuito ela exercerá influências ou não.

A retificadora é uma válvula que recebe uma tensão alternada do transformador de força e a converte em uma tensão de corrente contínua para servir ao trabalho das válvulas do amplificador. Este serviço de transformar a corrente alternada corrente contínua se chama "retificação", e daí o nome da válvula. Estas tensões são altas e antigamente apenas a válvula retificadora poderia fazer este serviço, pois os diodos de silício seriam inventados mais adiante.

Toda válvula retificadora possui uma chamada "resistência interna". Dependendo então da quantidade de corrente que passa pela válvula retificadora, haverá uma queda de tensão fornecida ao circuito do amplificador devido a sua resistência interna. Os circuitos das fontes dos amplificadores são então dimensionados já prevendo a queda que terá a tensão com uma determinada retificadora, para que o circuito receba a tensão desejada ao seu funcionamento dado uma determinada corrente de consumo.

Alguns circuitos (não todos), porém, possuem o que chamamos de "flutuação de corrente". Isto significa que o amplificador estará consumindo uma determinada corrente enquanto está em "repouso" (quando o guitarrista não está tocando as cordas da guitarra), mas haverá uma acréscimo violento de corrente de consumo se o amplificador for exigido até seu máximo de potência. Esta flutuação pode gerar consumo de praticamente o dobro de corrente da fonte. Esta nova corrente de consumo (com o amplificador no máximo de potência) passará pela retificadora provocando uma maior queda de tensão e, por consequência, diminuindo levemente a potência do amplificador devido a esta queda de tensão.

No momento em que a queda de tensão gerada pela retificadora age no circuito de forma proporcional ao aumento de sinal, a consequência natural (e por definição) será uma leve compressão sonora por queda de potência. Em outras palavras, quanto mais se exige do amplificador, maior é a queda de tensão gerada pela retificadora; logo, quanto maior a queda de tensão, menor é apotência de saída.
Tudo isso acontecede forma muito tênue... gerando um sentimento interessante ao guitarrista pois o amplificador tenderá a segurar a potência nos nos ataques em acordes e a se soltar mais livremente nos solos. Também gera um bom "sustain", pois o amp segura a potência ao ataque da corda da guitarra, mas se solta mais à medida que o sinal da corda vai se esvaindo.
Os amplificadores que possuem alta flutuação de corrente são os classe AB que possuem regulagem de bias fixo (bias por negativação de grade de entrada). Como isso não ajuda muito os amigos músicos a saberem que amplificadores são estes, melhor colocar então alguns exemplos de amplificadores com esta topologia:
- em geral, todos amps de 45 à 50w com duas válvulas de power 6L6 ou EL34; entre estes estariam os Fender Bassman (1959), qualquer Marshall com 50w, qq Fender anos 60 com mais de 40w. Amplificadores com válvulas menos potentes também podem ser com esta topologia, entre ele estariam os Fender Deluxe, Blues Junior, Laney LC15, etc.

As grandes indústrias possuem grande preferência pela topologia AB fixo pois estes são os que extraem maior potência de um mesmo par de válvulas. Na linha Serrano Amps os amplificadores classe AB com bias fixo seriam os Victory 45, Victory 35, Conquest e Gladiator.

As válvulas retificadoras não exercem nenhuma função adicional aos amps sem flutuação de corrente. Entre estes amps estariam os classe A. E também os Classe AB com regulagem de bias por catodo (cuja flutuação é existente porém insuficiente para a percepção de algum efeito de compressão por queda de potência)


-Simulação da retificadora

Dito isso tudo sobre a retificadora poderá o guitarrista desejar ter o amp somente com ela...contudo, há aqueles que preferem o "ataque à nota" que tem a retificação solid-state...
ainda assim, uma retificadora poderá ser simulada através do uso de resistores conjugados com diodos...ficando os diodos com a função de retificação e os resistores para simular a resistência interna da retificadora.Exemplo de amplificador com simulação de retificadora: Serrano Amps Conquest
o tipo de retificadora poderá ser simulado mudando-se o valor dos resistores conjugados com os diodos, pois cada tipo de retificadora apresenta diferentes resistências internas.

que tipo de benefício traz a simulação da retificadora?
- o transformador de força não necessitará do específico enrolamento para o filamento da retificadora (que faz o aquecimento interno da válvula para permitir o trabalho dela); menor custo no transformador
- menor consumo de energia, visto que não haverá necessidade de filamento da retificadora
- economia pelo descarte total da válvula e seu correspondente soquete (menor custo ao amplificador)
- maior estabilidade e segurança ao amplificador, pois as retificadoras são extremamente mais propensas a problemas do que os diodos solid-state.

texto de André Serrano
reprodução permitida somente com a citação do autor

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

A História

A Serrano Amps

Os Serrano Amps são fruto direto da criação de André Serrano. Começaram apenas por uma necessidade de se alcançar a sonoridade dos amplificadores vintage dos anos 50, cujos circuitos não existiam similar em amplificadores produzidos na atualidade. Em verdade, os circuitos da década de 50 tendem a ser rudimentares, de fácil distorção e de alta dinâmica no alcance destas distorções, mas eram exatamente estas características que estavam sendo procuradas por vários outros músicos também. Alguns deles amantes dos gêneros dos anos 50 e outros interessados na diferenciada atitude destes amplificadores com circuitos tão vintage que pouco chegaram a ser explorados pela indústria nacional e que foram abandonados pelos grandes fabricantes em detrimento de outros circuitos de maior resultado em potência de saída. A verdade destes amplificadores é que alguns circuitos vintage carregam fortíssima identidade e, de certa maneira, imbatíveis àqueles que por eles buscam seus timbres.

Após um histórico de possuir e utilizar vários amplificadores de marcas famosas, o primeiro amplificador que Serrano fez era um valvulado “single-ended Classe A” destinado a uso próprio para a harmônica blues.
A idéia de utilizar componentes de primeira linha foi a base do pensamento deste novo amplificador, e o sucesso do mesmo desencadeou toda a pesquisa que determinou a criação da Serrano Amps, e que continua sendo a principal característica da empresa.

Entre alguns méritos da Serrano Amps está o lançamento do primeiro modelo de amplificador (de linha) de harmônica da América do Sul. Hoje em dia a Serrano Amps atende o mercado com 7 modelos de amplificadores valvulados para harmônica, atendendo diferentes necessidades de sonoridade e/ou portabilidade.
Outro ineditismo da Serrano Amps é de não ficar preso aos “circuítos ícones” que se tornaram clássicos, mas também pela inovação ao conjugar características de diferentes amplificadores em novos e exclusivos modelos (Supreme, Dodge, Classman, Lord 12, Emperor).

Os atuais modelos de amplificadores Serrano Amps abrangem não apenas os anos 50, mas várias identificadas eras da história do timbre da guitarra e harmônica. Modelos que atendem a todo tipo de gênero musical com a premissa de serem sempre robustos, de alto desempenho, belíssimo acabamento, com design esmerado e de magnânima sonoridade.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Optimum Design

Inovação Serrano Amps no projeto do modelo "Conquest" serve de base para a série de cabeçotes “Serrano Amps Optimum”.
Serrano Amps Conquest - serviu de base para linha Optimum

A idéia da optimização de espaço interno dos cabeçotes surgiu com a criação do modelo “Conquest” da linha dos Serrano Amps. Esta criação, embora relativamente simples, é inedita e nunca antes presenciada em amplifciadores de instrumentos musicais.
A característica de design do projeto do "Conquest" se estenderá para a linha de amplifcadores Serrano Amps com o nome de "Optimum Design".

A principal característica dos cabeçotes desta linha é o inédito rebaixamento de chassis para a instalação das válvulas de potência. Os chassis foram desenhados especialmente pela Serrano Amps com o propósito de diminuir a altura mínima exigida pelos amplificadores deste gênero.
Outra medida que determinou a diminuição dos cabeçotes foi a montagem horizontal dos transformadores. Tal medida é inovadora em relação ao layout usual dos antigos amplificadores uma vez que tal preocupação nunca existira, pois os antigos cabeçotes eram altos devido a altura exigida pelas válvulas de potência.
A linha Optimum resolve ambas questões (válvulas de potência e transformadores) simultaneamente, pois o rebaixamento dos soquetes, juntamente com a construção horizontal dos transformadores, permite que o gabinete de madeira que envolve o amplificador seja rebaixado também, reduzindo muito a altura do gabinete do amplificador.


A imagem anterior mostra em detalhes o conceito do rebaixamento do chassis para as válvulas de potência e a montagem horizontal dos transformadores. Veja como, juntas, as inovações resultam numa enorme economia de espaço e, consequentemente, a diminuição das dimensões totais do amplificador. O estudo de optimização do layout interno também ajudou a diminuição considerável da largura total do amplificador.
Veja a seguir uma foto do amplificador “Conquest” que deu origem ao sistema “Optimum”:

Todas estas economias no redimensionamento do amplificador resultaram numa diminuição de quase 40% na litragem total que ocupa o gabinete, tornando os cabeçotes da linha Optimum extremamente portáteis e surpreendentemente diminutos.

As dimensões finais dos cabeçotes
Considerando o conjunto de inovações, as dimensões totais destes cabeçotes serão de apenas 18cm de altura, 23cm de profundidade e 39cm de largura (medidas do gabinete de madeira, desconsiderando os pés de borracha de sustentação).
Os cabeçotes de 50w da linha OD devem ganhar então o título de menores cabeçotes de 50w do mundo, sendo a inovação criada pelos Serrano Amps. O mesmo vale para os cabeçotes de 30w.
Os cabeçotes de 12w e 18w com as válvulas 6V6 e EL84 deverão ser ainda menores em altura (16,5cm apenas!!!).

A linha Serrano Amps Optimum versão “combo”.
Uma vez entendido o conceito dos cabeçotes da linha Optimum, podemos imaginar estes cabeçotes montados também em amplificadores estilo “combo”, onde falante e unidade de amplificação são montados juntos em uma só peça.
O gabinete de madeira, neste caso, contém internamente dois compartimentos independentes (separados), sendo que na parte de cima está o cabeçote e na parte de baixo o falante.
O design frontal terá aparência de um “mini-stack”, pois parecerá, ao olhar, se tratar de um cabeçote com uma caixa independente; contudo, ambos estarão montados em uma unidade portátil.

Vantagens da linha de amplificadores “Optimum Combo”
A primeira vantagem do sistema é a excelente ventilação, pois, neste caso, o combo mantém as válvulas na parte de cima do chassis fazendo com que o calor emanado por elas seja dissipado sem atingir o amplificador.
O formato dos amplificadores “Optimum Combo” terão seu layout verticalizado, pois as dimensões do amplificador serão de bem pouca largura (39cm). Este tipo de configuração é próprio dos amplificadores em “stack” com caixas em baixo e cabeçotes em cima. Isto coloca os controles do amplificador mais ao alcance do usuário, e demanda menor área nos pequenos e apertados palcos usualmente encontrados na maioria dos bares para musica ao vivo.
Todos “Optimum Combo” possuem configuração única de um falante de 12 polegadas, sendo a potência deste falante dimensionado de acordo com a potência do amplificador.

Mais informações aqui.