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Vários modelos da linha Serrano Amps e da linha Rat Rod ganharão opção (na encomenda) de falantes Eminence.
Os Eminence tem conquistado sua fatia no mercado de falantes de guitarra pela sua qualidade.
A boa construção, eficiência, alcance de frequências colocou o Eminence entre os melhores do mundo e com preços em geral mais aprazíveis.
A quantidade de diferentes falantes da Eminence é grande e com algumas linhas identificadas para propostas específicas, mas eu escolhi um modelo específico da linha Legend para servir de opção em amplificadores da linhas Serrano Amps e Rat Rod.
O modelo escolhido foi o V128, que possui características extremamente interessantes, que remontam o desejo dos Serrano Amps quanto a eficiência e resposta de frequência. Alta eficiência com curva que entrega uma atitude tonal vintage.
Construção do falante:
a primeira coisa que notei no V128 foi sua semelhança na aparência com o Celestion Vintage 30... e não me causaria surpresa se no projeto deste falante esta fosse uma real intenção. Cone bem profundo como os Jensen, Weber, Vintage 30, etc... (não cone raso, como o Legend GB128).

Eminence Legend V128
para efeito comparativo/ilustrativo,
observe o Celestion Vintage 30:
Curva de resposta:
A curva de resposta de frequências de qualquer falante depende de vários fatores, contudo, a que se apresentou como resultado prático do V128 confirma a curva de resposta apresentada pelo gráfico disponibilizado pelo fabricante. E note que neste gráfico se observa também semelhanças com o gráfico do Celestion Vintage 30.
Eminence Legend V128
Celestion Vintage 30
Depois disso tudo eu também não ficaria surpreso se o "V" do V128 fosse referente a "vintage", pois a semelhança em construção, acabamento, materiais e curva de resposta são evidentes. Mas afora a comparação com outras marcas/modelos no mercado, o V128 é um falante que sem dúvida parece ultrapassar seus companheiros da mesma linha na Eminence. Tanto na quer na sua construção quanto pela resposta mais plana, veja pelos prospectos fornecidos pelo próprio fabricante em comparação inclusive com os previamente afamados GB128 e Legend 1258:http://www.eminence.com/pdf/Legend_1258.pdf
http://www.eminence.com/pdf/Legend_GB128.pdf
http://www.eminence.com/pdf/Legend_V128.pdf
A
criação dos Serrano Amps
Os
Serrano
Amps
colocaram no mercado a
primeira
linha,
com modelos definidos,
de
amplificadores
de
harmônica
no
Brasil.
Resultado da obstinada busca de André Serrano por soluções em
amplificação para a harmônica blues. Esta pesquisa mostrou que
existiria um universo de amplificadores a serem explorados na busca
pelos diversos timbres de harmônica que se tornaram históricos. Os
amplificadores de harmônica são, em sua maioria, circuitos de
amplificadores de guitarra que são adaptados para as exigências do
trabalho com as harmônicas.
Poucos anos depois a Serrano Amps
disponibiliza ao mercado seus amplificadores de guitarra, como
consequência natural do conceito de alta qualidade que permeia a
Serrano Amps.
A missão dos Serrano Amps é a de manter em linha
equipamentos que sobrepujam a qualidade dos produtos importados,
resultando como opção inteligente para profissionais e entusiastas
de maior exigência.
Os
primeiros
modelos
No
começo
dos
trabalhos
da
Serrano
Amps
foram lançados os
modelos
“Mighty
Tone”,
“Killer
Tone”,
“Tone Revive” e “Harp Emperor”.
Os amplificadores
possuíam um visual estilo “tweed design” que tinha painel atrás
da alça do amplificador, lembrando o visual dos amplificadores da
década de 50.
O Mighty Tone e o Killer Tone eram
adaptações
de
circuitos
famosos:
Bassman
1959,
Pro
Blackface
(respectivamente).
Amplificadores potentes e destinados a palcos maiores,
portanto.
Tone
Revive
Circuito
baseado
no
Champ
dos
anos
60,
porém
com
um
estágio
de
potência
com
uma
6L6GC,
fornecendo
12w
de
potência
de
saída.
Com
um falante de alta eficiência Jensen de 12 polegdas ele se torna o
mais “vintage tone amplifier” para harmônica jamais feito
antes.
Este
modelo
tinha
controles
de
volume,
agudos
e
graves.
Gaspa
Vianna
é
um
usuário
de
um
Tone
Revive
Tweed
Design.
Harp
Emperor
O
próximo
modelo
da
linha
Serrano
Amps
foi
o
“Harp
Emperor”,
que
também
possuía
um
visual
estilo
anos
50
com
painel
atrás
da
alça.
Este
amplificador,
juntamente
com
o
Tone
Revive,
mudou
o
cenário
de
amplificadores
no
Brasil,
pois
até
então
todos
amplificadores
eram
feitos
segundo
os
padrões
de
circuitos
dos
anos
60
em
diante.
A
verdade
é
que
os
fabricantes
em geral abandonaram
a
“falta
de
fidelidade”
ou
“falta
de
eficiência”
dos
circuitos
da
década
de
50,
sendo
que
para
os
timbres
clássicos
da
harmônica
a Serrano Amps foi buscar os justamente
a
simplicidade
dos
circuitos
da
década
de
50.
Nestes circuitos é que reside a essência das sonoridades nas
gravações mais famosas da era Chess Records.
O Emperor nasce da junção do estágio de potência vintage do
início da década de 50 mas com o pré-amplificador com equalizador
de 3 vias estilo anos 60 e torna-se uma estupenda ferramenta de
timbre vintage, usada desde sua criação até hoje em dia por
famosos gaitistas tais como Diogo Farias, Jefferson Gonçalves,
Leandro Ferrari, Ale Ravanello, entre outros. Modelo desenhado com
baixo ganho no pré-amplificador, de modo a amplificar essencialmente
os microfones estilo bullet de alta impedância.
O
controle de tonalidade HTC da Serrano Amps
Os
amplificadores da
década
de
50
utilizavam
controles
de
tonalidade,
que
por
excesso
de
médios
nunca
foram
muito
amigáveis
à
harmônica
(ou
pelo
menos,
não
da
forma
com
que
eram
desenhados
para
guitarra).
A Serrano Amps cria um circuito próprio de controle de
tonalidade onde privilegia a passagem de frequências mais graves,
promovendo uma melhor curva de frequências para o propósito de
amplificar a harmônica. O novo controle de tonalidade é um sucesso
e é batizado de “harp tone control” ou por sua sigla, “HTC”.
O circuito HTC continua em uso pela Serrano Amps no modelo “Garage
Blaster”. Alguns outros modelos utilizaram este circuito
também.
STR
O
“super
Tone
Revive”
ou
simplesmente
“STR”,
nasceu
da
ideia
de
fazer
um
amplificador
extremamente
simples
como
o
Tone
Revive
mas
com
potência
suficiente
para
palcos
grandes.
O
STR
possui
então
o
mesmo
estágio
de
potência
em
single-ended
porém
com
duas
válvulas
6L6GC
em
paralelo.
O
Resultado
é
o
mesmo
amplificador
com
o
dobro
de
potência,
mas
mantendo
a
característica
single-ended,
que
é
extremamente
vintage
para
a
obtenção
dos
timbres
de
gaita
blues.
É importante saber que os estágios
de
potência
em
single-ended
necessitam
de
maiores
transformadores
de
saída
(se comparados com amplificadores push-pull de mesma potência),
contudo,
todo
esforço
é
válido
na
busca
pelo
timbre
desejado.
Um
dos
usuários
deste
modelo
é
o
Flávio
Guimarães.
Também
Diego
Orrico,
Luiz
Rocha,
entre
outros.
O
Mini-head
O
mini-head
era
um
desenho
específico
e bastante diferente,
para
um
cabeçote
de
pequenas
dimensões.
Foi
destinado
aos
modelos
Tone
Revive
e
Super
Tone
Revive.
Existiu
um
mini-head
que
se
chamou
“Classtone”,
e
foi
um
amplificador
protótipo
que
tinha
o
circuito
experimental
do
“Classman”.
A
Maioria
dos
amplificadores
STR
foi
montado
em
modelos
tipo
minihead.
Classic
Painel
estilo
tweed
design
com
circuito
5F6-a
(bassman
1959)
com
2x10
Jensen c10q
O
novo
visual
com
o
painel
frontal
Em
determinado
momento
a
Serrano
Amps
passou
a
fazer
amplificadores
com
painel
frontal.
Tone
Revive,
Emperor
ganharam
então
novo
visual,
com
chassis
horizontal,
portando
o
painel
na
parte
fronta
dos
amplificadores.
Os
maiores
benefícios
deste
tipo
de
painel
(em
comparação
com
o
estilo
tweed)
é
a
menor
propensão
a
sujeira,
maior
proteção
contra
acidentes
com
líquidos,
visual
frontal
com
mais
elementos,
maior
facilidade
de
construção
do
circuito,
maior
facilidade
de
alterações,
modificações,
experimentações.
A
implementação do controle HTC para o Tone Revive se deu justamente
na mudança do painel estilo tweed para o painel frontal.
Duke
(custom)
Idêntica
arquitetura
do
Tone
Revive,
porém
com
uma
válvula
de
potência
6V6
dando
6w
de
potência
de
saída.
Toyo
Bagoso
é
o
gaitista
usuário
desde
amplificador.
Supreme
O
“Supreme”
foi
a
versão
de
guitarra
para
o
Emperor.
Um
amplificador
de
guitarra
que
mantém
o
pré-amplificador
ao
estilo
anos
60,
porém
com
um
estágio
de
potência
de
alta
dinâmica
da
década
de
50.
O
guitarrista
do
John
Mayall
optou
por
este
amplificador
durante
a
passagem
de
som
no
teatro
do
Sesi
em
Porto
Alegre.
O
Supreme
é
portanto
um
amplificador
diferente
dos
outros
em
vários
sentidos.
Sua
arquitetura
lembraria
algo
um
Vox
AC30
adaptado
ao
uso
de
um
par
de
6L6.
Prince
Modelo
de dois canais, sendo um com volume e tone estilo guitarra anos 50 e
outro com volume e tone HTC para harmônica. Estágio de potência
igual ao Emperor com 30w. Dedicado exclusivamente aos timbres do
início da década de 50.
Victory
Modelo
de
guitarra
mais
famoso
na
linha
Serrano
Amps.
45w.
Possui
o
consagrado
circuito
5f6-a,
em
um
painel
frontal.
Feito
em
combo
1x12
ou
2x12
ou
em
cabeçote
com
caixa
1x12,
2x12
ou
4x10.
Mais
detalhes
e
demos
do
Victory
neste
link:
http://serranoamps.blogspot.com.br/2010/07/victory-45.html
O Victory pode ser feito nas seguintes opções:
2x6L6GC
45w
2xEL34 45w (estilo JCM800 de 1981)
2x5881 com retificadora
5U4 (40w, estilo 5f6-a original de 1959)
Victory
SE 12
Amplificador
com o mesmo pré-amplificador e painel do Victory, porém com uma
estágio de potência “Class-A” em single-ended com uma só
válvula de potência 6L6GC fornecendo 12w de potência de
saída.
Amplificador de proposta ampla e perfeito para pequenos
palcos.
Victory
90
versão
de 90w do Victory
feito somente em formato cabeçote
Centurion
versão
para o Victory com 22w, duas 6V6GT.
Serrano
18
e
Serrano
36
Amplificador
de
dois
canais
de
entrada,
com
volume
e
tone
independentes.
O
circuito
é
simples
e
o
amp
é
estilo
“plug
n
play”.
Estágio
de
potência
idêntico
aos
antigos
Marshall
18.
Classman
12
e
Classman
25
Um
sucesso
total
para
os
amplificadores
de
harmônica.
Trata-se
de
um
pré-amplificador
do
circuito
5f6-a
(bassman
1959)
com
um
estágio
de
potência
do
Tone
Revive
(single-ended
12w
sem
loop
de
negativação).
Extrai
timbre
de
harmônica
blues
com
a
maior
facilidade,
e
seu
pré-amplificador
lhe
dá
grande
versatilidade
para
timbres
e
para
uso
com
diferentes
tipos
de
microfones.
O
circuito
do
Classman
é
projetado
para
duas
válvulas
de
pré-amplificação,
sendo
uma
de
alto
ganho
e
outra
de
baixo
ganho,
o
que
dá
margem
ao
usuário
poder
ele
mesmo
aumentar
ou
diminuir
o
ganho
de
seu
amplificador
através
da
simples
troca
de
válvulas
do
pré,
mudando
assim
a
atitude
do
amplificador
conforme
seu
desejo.
Existem
vários
usuários
de
Classman,
mas
o
primeiro
Classman 12 foi
para
Tiffany
Harp.
O
Classman
25
possui
o
mesmo
estágio
de
potência
em
single-ended
do
STR.
A nova versão, o “Classman 25 OD”, possui
também
uma
ajuste
de
potência
progressivo,
que
vai
desde
12w
até
25w
conforme
necessidade
de
volume
no
palco.
Tantas características exclusivas tornam o Classman o amplificador
mais exclusivo e mais singular de todos fabricados no mundo.
Linha
Optimum
Design
A
linha
optimum
Design,
ou
“OD”,
foi
uma
inovação
de
layout
dos
amplificadores.
A
principal
característica
foi
a
minimização
de
espaço
interno.
O
descritivo
completo
pode
ser
visto
neste
link:
https://sites.google.com/site/serranoamps/Home/odesign
Na
linha
Optimum
Design
alguns
do
já
consagrados
Modelos
foram
editados
também
neste
layout.
Seriam
estes
o
Emperor,
Supreme,
Serrano
18,
Classman
25
e
o
novo
Monarch
e o Super Duke (este último sendo igual a um Duke, mas com dobro de
potência)
Monarch
Amplificador
com
circuito
idêntico
aos
”blackface”
Dedicado
aos
guitarristas
de
timbres
limpos,
tais
como
jazz,
blues,
swing,
rockabilly,
country,
etc
Uma
amostra
do
Monarch
em
ação
em
uma
das
edições
do
maior
festival
de
blues
da
América
do
Sul
neste
link:
http://serranoamps.blogspot.com.br/2011/05/monarch-no-palco-principal-do-3-moinho.html
Conquest
(custom)
Amplificador
idêntico ao Monarch, porém com um canal adicional com controle de
volume e tone ao estilo anos 50.
Legionnaire
Versão
de 15w (com duas el84) para o Monarch. Descontinuado.
Lord
12
versão
de 12w (com duas 6V6) para o Prince. Descontinuado.
Super
Duke
Com
duas
6V6,
idêntico
timbre
do
Duke,
porém
com
o
dobro
de
potência.
Linha
Rat
Rod
Uma
linha
diferenciada
de
amplificadores
de
acabamento de menor
custo,
porém com a mesma qualidade de montagem Serrano Amps.
A
linha
Rat
Rod
apresenta
também
acabamento
diferente,
também
visando
melhor
preço
de
venda
aos
iniciantes.
Garage
Blaster
=>
mesmo
circuito
do
Tone
Revive,
porém
com
falante
nacional.
Sniper
=>
modelo
com
pré-amplificador
5f6-a
e
estágio
de
potência
de
uma
válvula
6L6GC
com
loop
de
negativação.
Saiba mais sobre loop de negativação neste
link:
http://serranoamps.blogspot.com.br/2010/09/loop-de-negativacao-do-estagio-de.html
Serrano
Unique
A
Serrano Amps também constrói alguns modelos completamente
exclusivos.
São modelos únicos, seja em acabamento ou em
circuito, sendo que alguns deles de criação totalmente própria de
circuitos.
Por serem criações exclusivas Serrano Amps são
intitulados como pertencentes a linha “Serrano Unique”.
Veja
alguns Unique amps neste
link:
https://sites.google.com/site/serranoamps/serrano-unique
As válvulas 5881 e 6L6 são diferentes, embora, da mesma “família”.
Em verdade, a 5881 pode ser considerada como um tipo de 6L6, e para poder explicar a atitude da 5881 é necessário explicar o histórico das 6L6.
Ao contrário da maioria das outras válvulas de potência, a 6L6 tem um histórico de upgrades que foram basicamente incrementos da capacidade de potência e/ou dissipação. O resultado disso é uma série de válvulas de atitude similar, porém dedicadas a circuitos diferentes devido aos parâmetros e limites particulares de cada uma delas. Segue abaixo os modelos das 6L6 ao longo dos anos. Pra a melhor compreensão do histórico, foram colocados apenas os modelos mais significativos (os outros modelos foram omitidos do texto por serem de pouca ou nenhuma expressão).
As primeiras 6L6 - as “metal jacket”.
Imagem: http://www.eifl.co.jp/index/tube/image/rca_6l6_03.jpg
datasheet:
http://scottbecker.net/tube/sheets/121/6/6L6.pdf
18,5w de dissipassão de placa
Possuíam apenas 18,5w de tolerência para dissipação de placa, conforme datasheet da Sylvania.
Isso significa que ela aguenta o máximo de 18,5w de dissipassão para o exercício de seu trabalho. (esta dissipação de energia é controlada por um ajuste que chamamos de “ajuste de bias”, ou simplesmente “bias”).
A dissipação de placa é uma margem de tolerância da válvula, e não a sua potência de saída em um amplificador. A potência de saída vai depender do tipo de circuito utilizado.
6L6G
datasheet:
http://www.retrovox.com.au/STC6L6G.pdf
dissipação de placa de 21w máximo.
imagem: http://www.r-type.org/pics/aaa0107.jpg
Curiosidade: “G” seria para definição “glass”, diferenciando da antiga “metal jacket”
5881
http://www.drtube.com/datasheets/5881-tungsol1962.pdf
dissipassão de placa de 23w máximo
6L6WGB
http://www.drtube.com/datasheets/6l6wgb-tungsol.pdf
dissipassão de placa de 26w máximo
6L6GC
http://www.pentalaboratories.com/pdfs/6L6GC.pdf
dissipação de placa de 30w máximo.
Além da dissipação de placa outros parâmetros também aumentam ao longo do histórico da 6L6, tais como dissipação de grade e tensões limites para placa e grade também. Em verdade são características que fazem parte do parâmetro geral de cada upgrade.
As 6L6 GC então são mais potentes?
Sim, elas podem servir em circuitos dimensionados a ela com atingimento de potências maiores. Mas para isso o circuito deve prever os elevados parâmetros de trabalho da válvula.
Qual a diferença entre elas no amplificador de guitarra?
As válvulas menos potentes vão produzir os seus harmônicos necessitando sinais de entrada menores. Contudo, válvulas menos potentes podem não serem compatíveis ao circuito de determinado amplificador se este possui tensões ou correntes elevadas destinadas ao trabalho com as 6L6GC.
Em alguns casos o amplificador possui tensões onde seja possível a instalação de válvulas de menor potência, se a busca for por timbres mais limpos explorando estes timbres do estágio de potência.
Porque o timbre das 5881 fica mais bonito no amp “X” do que as 6L6GC?
Se o amplificador X possui tensão que admite o uso das 5881, ele provavelmente estará trabalhando com tensão alta, mas com menor corrente, para ajustar à dissipação das 5881. O trabalho do estágio será em classe AB extraindo mais harmônicos delas. Já ao ajustar o amp para as 6L6GC ele abaixa a tensão final por permitir maior corrente de trabalho, o que leva o estágio a trabalhar mais em direção ao classe A do que o classe AB, mudando então os harmônicos resultantes para um padrão menos desejado em amplificadores push-pull para guitarra.
Isso não quer dizer que as 6L6GC não possam extrair o mesmo tipo de harmônicos, mas para isso será necessário um outro circuito/amplificador que permita as 6L6GC trabalharem com tensões mais altas (maior sinal de entrada será exigido também).
E como as 6L6 GC dão aquele timbre limpo nos amplificadores estilo década de 60?!!
Simples, elas recebem um sinal enorme para poder chegar a estes timbres.
Por isso que a válvula que as alimenta é em geral uma 12AT7, que ao contrário da 12AX7, aguenta um forte sinal de entrada, podendo assim fornecer um fortíssimo sinal limpo para as 6L6GC.
O meu amp pode receber um par de 5881?? sem atentar contra as válvulas?!
Somente através de medição para saber (exceto em casos já conhecidos).
Em amplificadores que possuem retificadora 5AR4 com um par de 6L6GC podem geralmente migrar para retificadora 5U4 (com maior queda de tensão) permitindo um par de 5881.
Conclusão
São válvulas muito parecidas e que causam uma certa confusão justamente por terem parâmetros de trabalho extremamente próximos, permitindo aos usuários que experimentem um par ou outro.
O “x” da questão é que o amplificador tem seu parametro de trabalho conforme seu circuito... pode ser muito alto para uma 5881... pode ser muito baixo para uma 6L6GC... no final das contas o melhor é buscar qual par de válvulas trabalha a pleno conforme o circuito do amplificador, para dele se extrair o mix de harmônicos com a nobreza que se espera.
Ainda...
em muitos circuitos existe a possibilidade de alteração pra que você possa abaixar a tensão, habilitando ele ao uso de válvulas da família 6L6 de menor potência.
O já bastante conhecido modelo Victory, de 45w, ganhou um novo chassis fabricado com tecnologia de corte a laser, que além de agregar acabamento de alto nível, propiciou a criação do Victory 90, que é a versão de 90w do mesmo amplificador, com 4 válvulas no estágio de potência.
Na imagem do chassis, logo abaixo, pode ser visualizado os "cortes descontinuados" que servem de espera para os modelos Victory 90, com 4 válvulas de potência.
As característica gerais do Victory você pode ver neste link:
http://serranoamps.blogspot.com.br/2010/07/victory-45.html
Os novos chassis da Serrano Amps são agora produzidos com a mais alta tecnologia de corte a laser. A precisão de encaixe dos componentes é micrométrica, o acabamento é espetacular, a pintura e serigrafia são perfeitas e o chassis ganha em resistência pelas soldagens perfeitas.